domingo, setembro 28, 2008

Palavras Andarilhas

A providência colocou-me hoje na presença de um argentino que explicava o carácter dos conterrâneos. Dizia que o ego de um argentino é tão grande que para se suicidar um argentino sobe lá acima e atira-se para baixo. Um chileno, que também o ouvia, acrescentou que alguns morrem de fome na subida.
Paul Newman
Abalou o homem mais bonito da história do cinema.
(Foto de Jim Ruymen/Reuters)

sábado, setembro 27, 2008

Rancor

Para quem não sabe o que é, basta observar as intervenções de Luís Filipe Meneses, quando comenta a liderança do PSD, para se inteirar do significado.
Não há memória de algo assim.

terça-feira, setembro 16, 2008


Futuro Multicultural

Um dos encantos de Londres é a variedade dos seus habitantes. Ao percorrer as suas ruas encontram-se pessoas de várias partes do mundo a fazer pela vida.
Por cá, há quem se incomode com o número de chineses. Para mim ainda faltam os indianos, os nigerianos, os filipinos, os tailandeses, os mexicanos, os argentinos, os gregos, os marroquinos, e todos os outros povos que por economia nas palavras não menciono.
(Na foto Camden Town, Londres, Fevereiro 2008)

sexta-feira, setembro 12, 2008

David Sylvian e Ryuichi Sakamoto - Forbidden Colors

quinta-feira, setembro 11, 2008


A Herança Alemã
A presença alemã em Beja deixou à cidade uma base área, um bairro que, ainda hoje, é de vanguarda e uma mata.
A importância económica desse património será mais fácil de imaginar nos dois primeiros casos, no entanto, é da zona florestada que quero falar.
A mata dos alemães é, de acordo com o que se diz aqui, a maior mancha florestal do Concelho, mas, lentamente, o betão ganha, grosseiramente, terreno por entre as árvores.
Primeiro foi o perímetro da Escola de Santiago - traçado por um inenarrável muro - que abrangeu uma margem, embora residual, das árvores. Estas já lá não estão. O novo edifício da Estig está colado à linha de árvores e ainda falta construir o inevitável muro. Outro muro parece estar garantido, o do parque de campismo que vai ser transferido para a parte da mata que acaba na Avenida Ramiro Correia.
Não encontrei qualquer referência ao projecto na rede. Não sei quem o decidiu nem quando a decisão foi tomada. Choca-me que se tenha decidido vedar ao público um terço de uma zona verde que devia permanecer de livre acesso e que a preocupação não seja a sua manutenção e embelezamento.
Há alguns anos - creio que na véspera das penúltimas eleições autarquicas - o Bloco de Esquerda colocou uma fita em volta de toda a mata e afixou um cartaz em que se podia ler "Zona Livre de Betão". Eram palavras de premonitórias.
Já agora, e porque também fiz campismo, do ponto de vista do campista, apesar da pensão ser barata, à noite deseja-se silêncio. Não é isso que o espera num parque colocado ao lado de uma via com intenso trânsito viário, mesmo à noite.
Adenda: Afinal fui eu que cheguei atrasado a esta notícia. Lá sabe-se quem foi, quando foi e que se procura um privado que fique com um espaço verde público.

terça-feira, setembro 09, 2008

Cuba-EUA

Há alguns dias atrás uma equipa dos Estados-unidos deslocou-se a Cuba para um evento desportivo. Fechou-se um intervalo com mais de 60 anos.
Os jornais sérios e os telejornais portugueses fizeram ampla divulgação da ocorrência.
No mesmo dia jogou-se em Yerevan o Arménia-Turquia. Os presidentes dos dois países estiveram no estádio. O jogo concidiu com a primeira visita de estado de um presidente turco à Arménia.
Na Primeira Guerra Mundial os turcos mataram centenas de milhares de arménios. No Caucaso isso não está esquecido. Ao contrário do que sucede por cá.

terça-feira, setembro 02, 2008

Leituras de Verão

"Os baixos salários pagos aos trabalhadores chineses, por seu lado, permitem aos arquitectos estrangeiros projectar estruturas que seriam demasiado dispendiosas nos seus países de origem. Recorrendo a enormes equipas de construção que trabalham durante todo o dia, sem parar, na China os arquitectos estrangeiros conseguem finalizar os grandes projectos num prazo impressionantemente curto, frequentemente num espaço de três a quatro anos. «Algumas pessoas na China - incluindo vários arquitectos chineses - acham que o seu país se transformou num campo de ensaio para as técnicas dos arquitectos ocidentais», conta Brad [Arquitecto norte-americano)"

Ted C. Fishman, National Geographic, Agosto 2008

"Alguns observadores da sociedade chinesa olham para crianças da idade de Bella [15 anos] e vêem mudanças políticas: segundo as suas previsões, um dia a sua geração individualista [a dos filhos únicos] vai querer ser ouvida quanto ao modo como é governada. Mas a realidade é complicada. Criadas e educadas dentro do sistema, é mais provável que descubram maneiras de se encaixarem nele, como sempre fizeram até agora"

Leslie T. Chang, Idem