Li atentamente a entrevista do Director da ASAE ao jornal Sol.
Preconceito: Li-a na esperança de ser fácil encontrar buracos na sua argumentação. Incomodam-me os consensos, especialmente os do politicamente correcto. Há qualquer coisa de desumano neste policiamento higiénico.
Na entrevista fiquei a saber que uma das preocupações do director é igualar os resultados europeus, por várias vezes, refere as chamadas de atenção efectuadas pela comissão europeia para as falhas de fiscalização. Temos de mostrar que somos bons alunos, como diz um amigo meu, para inglês ver. A preocupação com as médias europeias vai ao ponto de invocar o número de habitantes por restaurante aqui e na União Europeia. Daqui, conclui que não há viabilidade económica para todos eles, independentemente dos proprietários os manterem abertos. Chega a dizer que 50% vai ter de fechar porque não cumpre a legislação, mais à frente diz que a maioria dos restaurantes está bem, só um em cada mil é que é suspenso. Esta era fácil, adiante.
Quando o jornalista se refere ao espirito do sul da Europa, o homem responde que já não somos um país mediterrâneo, somos da costa oeste da Europa. Viva a burocracia.
A propósito da Lei anti-tabaco classifica-a como anti-liberdade e em seguida pergunta se é errada, não repara na contradição. A lei é correcta porque, entre outras coisas, não é anti-liberdade.
Pergunto-me o que comerá este homem se for a Marrocos?
