O regime de avaliação (I)
Sou professor e pai.
Causa-me um desconforto, até à data, inultrapassável, ser avaliado em função das notas que vou dar aos meus alunos. Os resultados escolares que os meus alunos obtêm dependem em grande parte do trabalho que desenvolvem. Contudo, insiste-se nesta lógica de que se o aluno não obtem resultados positivos é porque o professor ainda não reencarnou na faceta adequada.
A função da escola é desenvolver competências - detesto a palavra - dos e nos alunos. O raciocínio, a argumentação, a interpretação, a compreensão, a criatividade, etc. Infelizmente, nenhuma delas se atinge sem esforço. Daí a necessidade de exigir trabalho árduo aos alunos.
É isto que espero que a escola exiga ao meu filho.
Diz-se que esta parcela da avaliação contribui, apenas, com 6,5 % para a classificação final, o problema não é quanto vale o critério, é ele ser considerado. A sua existência vai pressionar os professores a passarem os alunos. Vai servir para diminuir o insucesso. Não serve, de certeza, os interesses do país, não serve, de certeza, o problema da qualificação.
O dilema que se coloca a mim, e a muitos colegas, é óbvio até para os meus alunos.
Sou professor e pai.
Causa-me um desconforto, até à data, inultrapassável, ser avaliado em função das notas que vou dar aos meus alunos. Os resultados escolares que os meus alunos obtêm dependem em grande parte do trabalho que desenvolvem. Contudo, insiste-se nesta lógica de que se o aluno não obtem resultados positivos é porque o professor ainda não reencarnou na faceta adequada.
A função da escola é desenvolver competências - detesto a palavra - dos e nos alunos. O raciocínio, a argumentação, a interpretação, a compreensão, a criatividade, etc. Infelizmente, nenhuma delas se atinge sem esforço. Daí a necessidade de exigir trabalho árduo aos alunos.
É isto que espero que a escola exiga ao meu filho.
Diz-se que esta parcela da avaliação contribui, apenas, com 6,5 % para a classificação final, o problema não é quanto vale o critério, é ele ser considerado. A sua existência vai pressionar os professores a passarem os alunos. Vai servir para diminuir o insucesso. Não serve, de certeza, os interesses do país, não serve, de certeza, o problema da qualificação.
O dilema que se coloca a mim, e a muitos colegas, é óbvio até para os meus alunos.

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